sábado, 12 de novembro de 2011

Treinando nas curvas

  Até agora minha pouca experiência na estrada se resumiu a retas e as poucas curvas, onde eu fui um desastre. Resolvemos dar uma voltinha para que nos acostumássemos mais com a moto.
  Saímos cedo de casa e fomos pra Mairiporã pela Fernão Dias, mas antes tínhamos que sair da cidade, marginal...
  Já havia perdido o medo de andar no corredor, já andava de olho aberto. E por isso vi muito bem dois motoqueiros caídos no chão dentro do túnel do Anhangabaú, um deles provavelmente quebrou a clavícula, pois estava com o queixo colado no chão e com o ombro visivelmente deslocado, os dois estavam de bermuda e camiseta, imagino que se ralaram muito também. Vendo essa cena vi a importância de andar bem equipado. Mas o medo voltou... Estava até parecendo um mau presságio, mas foi só impressão.
   Que lugar melhor pra testar curvas do que a Fernão Dias?  Na verdade, não era só eu quem estava insegura nas curvas, o Ri também não tinha ainda confiança na moto, e pilotar sozinho é uma coisa, com uma garupa inexperiente, é outra.
  Consegui ficar de olhos abertos nas curvas, mas estava agarrada no Ricardo, prendendo ele com as pernas. Tentava acompanhar o corpo dele colando o peito nas costas dele, mas percebi que estava atrapalhando então relaxei um pouco.
  Contornamos a represa, demos umas voltinhas e paramos no centro pra tomar café-da-manhã. Ainda eram dez horas... Então resolvemos ir pra Atibaia.
  Fomos direto ao centro, paramos a moto e caminhamos um pouco e fomos pra Pedra Grande, depois pegamos o rumo de casa.
  Na volta, optamos pela estrada da Roseira, que serpenteia pela Serra da Cantareira. O asfalto estava novinho em folha, mas junto com o recapeamento vieram lombadas, muitas lombadas, praticamente uma a cada 500m. O calor estava insuportável. E com aquele para e anda das lombadas, meu corpo todo estava dolorido.
  Paramos num restaurante na serra para almoçar e não resistimos à cervejinha pra relaxar e refrescar. Almoçamos bem, comemos um docinho, cafezinho e pé no caminho...
  Logo depois do posto policial no topo da serra o tempo mudou drasticamente, e um vento frio arrepiou até a alma...
   Resultado: eu e Ricardo pegamos uma puta gripe!

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