segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Encontro em Joanópolis

Estava decidido, iríamos em janeiro pro Atacama, conosco iriam Nairo e Ricardo. A troca de e-mails começou e não parou mais, pareciam crianças falando da excursão da escola. Afinal não vamos pro litoral, vamos para outros dois países de moto, rodando quase nove mil quilômetros. Pra facilitar um pouco essa história de dois Ricardo, convencionamos que o meu Ricardo seria RicardoS e o outro Ricardo seria RIcardoM.

Decidimos nos encontrar no dia 13/11, para que eu e o RicardoS conhecêssemos o RicardoM e falássemos um pouco sobre a viagem, como o Nairo e o RicardoS almoçam quase todo dia juntos, estão sempre trocando idéias sobre a viagem, mas faltava juntar todos.

O Nairo tinha um encontro em Tiradentes no Sábado, então marcamos de nos encontrar no Domingo em Joanópolis, no seu caminho de volta.

Meu aniversário foi no Sábado e como não gosto de comemorar e sempre costumo fugir nessa data, fomos pra Joanópolis no Sábado.

No meio do caminho pedi pro Ricardo parar para que eu colocasse minha capa de chuva, o céu estava preto à nossa frente. O Ri já tinha comprado a capa de chuva dele, mas achou que não ia chover, teimando comigo, e não colocou a capa. Ah, se ele tivesse ouvido a mulher dele! Nem bem saímos e a chuva torrencial caiu... Eu dava risada, o Ricardo ficou encharcado na hora.

O nosso encontro estava marcado no domingo no Caipirão, mas o Ri quis almoçar lá também no sábado. Chegamos em Joanópolis e fomos direto pra lá. Assim que chegamos já vimos muitas motos paradas no estacionamento. Tomamos uma boa cervejinha, pestiscamos antes de almoçar, depois almoçamos, tudo sem pressa. Tinham duas mesas de dois motoclubes almoçando lá, alguns vieram conversar conosco, falamos de nossos planos de viajar pro Atacama. É incrível como essa viagem pro Atacama de moto é mitificada, as pessoas morrem de vontade de fazer, mas morrem de medo. Até motoqueiros experientes não tem coragem pra encarar essa aventura, e nós, eu e Ricardo, com seis meses de moto já vamos cair na estrada sem pestanejar. Será que a gente regula bem?

Fomos procurar uma pousada pra dormir, paramos na Casa do Artesão, uma moça gentil nos passou os telefones das principais pousadas, mas todas já estavam lotadas. Acabamos ficando numa pousada no centro da cidade, não era exatamente o que a gente queria, mas estava bom. Chegamos na pousada e desmaiamos, só acordando pro jantar.

Caminhando na cidade descobrimos um restaurante chileno, lugar ideal pra jantar. De entrada, empanadas chilenas, prato principal para mim panquecas e pro Ricardo lagarto recheado,tudo acompanhado de um bom vinho chileno. Foi uma noite perfeita.




No dia seguinte, saímos do hotel cedo e fomos passear até a cachoeira dos Pretos. Depois passamos pela praça e estava tendo uma comemoração. O padre estava fazendo aniversário de ordenação, cantando Raul Seixas na praça.

Fomos pro ponto de encontro. Ao chegar no Empório Cachoeira e RicardoM veio em nossa direção já de braços abertos. Conhecemos a Lúcia, esposa dele, e ficamos batendo papo até o Nairo chegar. Quando ele chegou sugerimos almoçar no restaurante chileno, pra entrar no clima, eles aceitaram e fomos pra lá.

Eu e Lúcia tomamos um cervejinha, enquanto os garotos tomaram suco, afinal eles ainda iam pegar estrada.  Adorei conhecer a Lúcia, é uma pena que ela não irá conosco, seria uma ótima companhia. Ela disse que ficou feliz por estar indo uma mulher, pra vigiar um pouco esses homens, ver se estão comendo bem, tomando água, essas coisas... Podem ficar tranqüila, Lúcia e Luciana, que vou ficar de olho nesses meninos.

O encontro foi bem proveitoso, nos conhecemos um pouco e já sei que terei um companheiro de sobremesas, guloseimas e afins, né, RicardoM?! Também decidimos mudar a rota, pra ganhar mais tempo. Conversamos bastante, resolvemos um monte de coisas, outras ainda terão que ser resolvidas, mas no geral as coisas estão caminhando bem.

O RicardoM e Lúcia foram de carro, então voltamos com o Nairo, que também estava de moto.

A volta foi tranqüila, fomos na frente e o Nairo atrás. Vimos a chuva chegando e paramos pra colocar a capa, mas a chuva nos pegou... Quase chegando em São Paulo, o Ricardo se distraiu e quase perdeu a entrada pra São Paulo, mas o Nairo perdeu, mas conseguiu retornar. Fomos juntos até a Av. 23 de Maio, onde cada um seguiu seu rumo.

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