segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Niterói

Essa viagem pra Niterói foi mesmo para ver a família do Ricardo, fazia mais de um ano que não íamos pra lá.

A viagem de ida foi tranqüila, saímos na sexta feira depois do almoço e antes de escurecer já estávamos no Rio. Dessa vez paramos três vezes, pra abastecer e pra ir ao banheiro.

Chegamos no Rio na hora do rush, e a Av. Brasil estava bem carregada, andando, mas bem carregada.  Paramos pra abastecer e descobrimos que teria um encontro de moto no Rio nesse fim de semana. É incrível a diferença do trânsito. Em São Paulo, os carros de uma certa forma respeitam as motos e abrem corredor quando o trânsito para. Já no Rio eles querem é fuder o motociclista. Não dão passagem e se duvidar ainda jogam o carro pra cima. Os motociclistas tem que andar que nem uns loucos costurando entre todas as faixas. E como nossa moto estava com os baús laterais, tínhamos que andar atrás dos carros. Na ponte Rio-Niterói a situação piorou um pouquinho.

Decidimos ir embora no sábado, depois de encontrar o primo do Ricardo, André. Ele estava num clube, reunido com uma galera de diferentes moto-clubes. Foi muito divertido, eles estavam brincando com um jogo do WI de danças, e ver aqueles caras todo de preto e caras de mau rebolando na frente da TV com o controle na mão, foi hilário. Conhecemos o Coruja que já havia viajado pro Atacama de moto e nos deu várias dicas, mostrou vídeo, foi muito bom. Acabou ficando tarde e resolvemos dormir mais uma noite em Niterói.

No dia seguinte fomos pra praia, eu estava doida pra dar um mergulho, fazia mais de um ano que não ia pra praia. Então fomos pra Itacoatiara, uma praia linda, cheia de famílias com crianças. Quando pisei na água desisti do meu mergulho, a água estava congelando, e achei que molhar só os pés estava bom demais. Voltamos pro hotel pegamos a tralha e caímos na estrada.

A quantidade de Harleys na estrada era um absurdo, não eram poucas não, eram muitas. Então descobrimos que o encontro era da Harley Davidson.

O calor estava insuportável, senti na pele como será a viagem ao Atacama. A Serra das Araras, é lindíssima,  e ainda bem que já não tinha tanto medo de curvas, afinal a serra é só curvas. Logo no final da serra tem o Restaurante do Fritz, onde paramos pra degustar um divino joelho de porco com batata rosti e salada de batatas por inacreditáveis R$ 21,00, a melhor escolha da serra.

Quase chegando em Aparecida começou a me dar sono, mas era um sono incontrolável, me pegava de olhos fechados quase dormindo, nem sentia onde estava, o Ricardo fazia curvas e eu brigando comigo mesma pra deixar os olhos abertos. O intercomuinicador estava com tanto chiado que não dava pra entender o que o outro falava, cutuquei o Ricardo e ele parou no primeiro posto. Ele foi abastecer e eu precisava tomar um chá gelado que não tinha, peguei uma água e me sentei num banco e percebi que não estava com sono, mas sim com a pressão lá em baixo. Joguei água no corpo todo pra resfriar um pouco. Comecei a me sentir melhor. Um casal de uns 50 anos que estava de Harley parou do nosso lado e começou a puxar conversa, a mulher estava totalmente desesperada de dor na bunda, perguntou se eu já estava acostumada e disse que a gente nunca se acostuma com a dor. Ela olhou pro banco da Versys e falou: “Ah, mas seu banco é muito melhor que o meu!”. Imagino como ela devia estar sofrendo, se o meu era melhor, o dela não era nada.

Depois não passei mais mal e a vigem ficou bem melhor, mas é claro, tivemos que parar mais uma vez pra dar um descanso pra bunda.



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