Saímos de Maringá na esperança de continuar tudo certo como está acontecendo até agora.
Todo dia antes de sair, o ritual básico de lubrificar correntes e recolocar todas as malas que foram retiradas no dia anterior.
Todo dia antes de sair, o ritual básico de lubrificar correntes e recolocar todas as malas que foram retiradas no dia anterior.
O estado do Paraná é muito bonito, e já dá até pra se sentir em outro país. A soja domina a paisagem por todo o tempo, parece um tapete que só desvia das casas. Por quilômetros e quilômetros, tudo plantado de soja. As cidades aparecem de longe e a gente quase nem vê as casas de tantas árvores, e o que deveria ter árvores tem plantação. Fico imaginando como era essa terra antes da colonização, o quanto a gente já destruiu...
Hoje não almoçamos, paramos pra fazer um lanche, pra viagem render. Chegando em Cascavel o calor começa ficar mais insuportável do que antes, o que parecia impossível, pertinho de Foz o bafo quente do inferno se instalou. A viagem se tornou insuportável, por pouco não dormi de novo em cima da moto.
Chegamos até que cedo em Foz, por volta das três. No primeiro hotel que paramos pra perguntar o preço, um moto-taxi nos ofereceu um hotel e lá fomos nós! Também fechamos com ele pra nos levar para o Paraguai de van. Chegamos no hotel, jogamos tudo em cima da cama, trocamos de roupa e partimos. Sabíamos que o tempo era curto, e que a maioria das lojas fechava às 4:00.
Fomos às lojas de moto, pois o Nairo pretendia comprar uma calça porque a dele rasgou, mas já estavam fechadas. Comprei uma bateria extra pra máquina fotográfica e fomos à Monalisa.
O RicardoM estava doido pra que comêssemos as chipas paraguaias e saindo da Monalisa passou um vendedor e ele comprou pra nós. Nunca tinha comido, e é diferente das chipas que algumas padarias fazem no Brasil. A chipa paraguaia é feita com uma massa de queijo misturada com milho e erva doce e é assada. Simplesmente maravilhosa. Enquanto estávamos comendo, ali no meio da rua, sentados nas escadas na frente da Monalisa, parou uma senhora vendendo frango e ovos, um homem parou pra comprar e só deu tempo de cutucar o Nairo pra ele ver, ela tirou o frango recém abatido de uma sacola grande de plástico, colocou numa sacolinha de mercado usada e vendeu pro cara.
Outra coisa de louco no Paraguai é o trânsito, os carros vem de todos os lados e vão pra todos os lados e as motos quase passam por cima dos pedestres que se jogam na frente dos carros que não param pra pedestres nem pra motos nem pra carros também um querendo passar por cima do outro o tempo todo, ufa!
Antes de voltar pra Foz passamos no Shopping Del Este, quase na ponte, era lá que o motorista ia nos pegar. Aproveitei para ver óculos, mas logo fiquei irritada, em todas as lojas os óculos ficam presos, para experimentar tem que pedir pra vendedora que fica olhando pra sua cara enquanto você experimenta, se pede pra experimentar outro, ela já olha com cara feia, então desisti. Compro no Brasil, que eu experimento todos que quiser e o vendedor tá sorrindo e dizendo que você tá linda, claro!
Chegamos no hotel e fomos pra piscina, o sol tava muito forte e estava batendo direto na piscina, mas a água estava fria, o que foi fantástico.
Depois do banhinho fomos jantar num restaurante na frente do hotel, uma cantina italiana, pra deixar o RicardoM mais feliz, pois ele adora uma massinha. E assim mais um dia perfeito estava terminado.
Ainda bem que vcs tem uma piscina de vez em quando pra dar conta desse calor, hein!!! Aproveitem!!! Bjs
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